quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mudança: velocidade v/s direcção



"Mude, mas comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade...."
Edson Marques


Em cada início de ano lectivo, reforçamos a nossa esperança numa escola onde desejamos ser felizes a ensinar e aprender. Mas talvez baste um dia para darmos conta que, afinal, pouco mudou desde o último dia de aulas do ano lectivo transacto.Quem não gostava que as mudanças fossem mais rápidas, sobretudo quando são tão urgentes?!Contudo, temos de ter consciência de que a mudança em educação é lenta, muito lenta. O professor José Pacheco, mentor do Projecto "Fazer a Ponte" - Escola da Ponte, dizia há dias que são necessários várias décadas para que um projecto educativo se concretize, para que a mudança aconteça plenamente.A Escola da Ponte é um projecto com 30 anos e em (des)construção!!Trabalhemos com o vigor de quem realmente quer e vai mudar a escola, mas com a serenidade de quem sabe que a mudança é lenta e necessita de ser constantemente reflectida.Um bom ano lectivo para todos.

domingo, 23 de março de 2008

Menina dos Olhos D'Água

Menina é um sonho

que a liberdade criativa, o desejo maternal

faz brotar em cada primavera.

quarta-feira, 19 de março de 2008

A urgência de verdadeiras comunidades educativas!





Tenho um grande amigo que costuma dizer que "há por aí muitos doutores que não fizeram a 4ª classe"! Até podem ser excelentes especialistas em alguma área, mas no que concerne a civismo e humanidade, estão ao nível do 1º Ciclo.
Então, pergunto: o que entendemos nós por exigência? O que se deve exigir aos alunos/cidadãos de hoje?
Era bom que chegássemos a um consenso quanto ao essencial do curriculum a trabalhar com os alunos, pois as perspectivas são díspares.
Depois, devemos discutir qual a organização escolar e os meios necessários (materiais e humanos) para desenvolver esse curriculum.
Não tenho dúvidas de que há muito a alterar nas escolas, mas também não vejo que seja a " imparável veia legisladora" de uma equipa ministerial que vai alterar a situação de um momento para o outro, como se quer fazer crer.
Muitas medidas economicistas que se têm tomado não são promotoras de boas soluções para os problemas actuais. Dou o exemplo dos Agrupamentos e "Mega-agrupamentos". Não são definitivamente uma boa medida. É necessário investir seriamente na educação. Precisamos de redefinir os ciclos de ensino e adequar a organização das escolas a essa realidade.
Mais do que nunca, é necessário humanizar a escola. Isto só se consegue com comunidades educativas pequenas, onde possa haver proximidade e afecto entre todos os elementos que a constituem.
Os actuais alunos portugueses não são menos capacitados do que os seus congéneres europeus, nem os actuais professores são menos competentes!
Possibilite-se uma verdadeira autonomia (livre da estrutura taylorista que ainda caracteriza as actuais escolas) e veremos o profissionalismo dos professores e as competências dos alunos portugueses.

sexta-feira, 7 de março de 2008

E depois do dia 8 ?



Certamente que o dia 8 de Março será um marco na história da educação em Portugal: a maior manifestação de sempre de professores. Mas será que bastará esta Marcha da Indignação para restaurar a democracia e a justiça no ensino?
Se tivermos de continuar a luta, que acções devem ser tomadas?

Partilha as tuas sugestões, comentando este post.

Desde já deixo uma:
caso a ministra insista em avaliar de imediato os professores contratados, todos nós devemos exigir ser também avaliados em simultâneo. Pertenço ao quadro de uma escola e considero injusto que os contratados sejam as cobaias desta avaliação.
Injusto porque :
- o que está em causa, entre outros motivo, é o facto de o calendário para a construção participada e séria dos instrumentos necessários à operacionalização do processo ser curto e inoportuno. Ora, se aprovarmos esses documentos em tal condições, então, devemos sujeitar-nos todos às suas consequências.
- muitos dos colegas contratados têm tantos ou mais anos de serviço do que eu, tendo sido vítimas do sistema que se aproveita deles e não lhes dá a estabilidade que mereciam. Devemos ser solidários com eles em mais esta injustiça.
- o processo tem sido, e muito bem, arrastado por todos nós na tentativa de não ser realizado este ano lectivo e, entretanto, ser revisto. Ora, não é justo que agora tenham, só eles, de ser avaliados nestas incompreensíveis condições.
Se todos exigirmos ser avaliados, certamente que os avaliadores, com quem estamos solidários, não terão condições para o fazer. Então a Sra Ministra verá os efeitos negativos desta avaliação no funcionamento das escolas.

terça-feira, 4 de março de 2008

Reinventar a Escola

Alvin Toffler comenta o Sistema de Educação actual.
Vale a pena ver e escutar!



Podem também ver outra sua entrevista:

http://videos.sapo.pt/S6GNyJZ2q6PU6BaUY0jK

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Paixão de ensinar!


Foto: Público



Foi a paixão que me levou a ser professor. Paixão por poder ajudar crianças e jovens a crescer com espírito crítico, com sentido de cidadania, responsabilidade e solidariedade. Sempre dei muito mais à escola do que me era exigido. Quantas vezes a família fica para segundo plano porque tenho trabalhos para corrigir, aulas para preparar, pesquisas para efectuar, livros para ler, projectos para desenvolver, tecnologias para dominar...! Quantas vezes me deito a pensar como resolver o problema do "Pedro"que se revela indisciplinado, sem motivação para aprender, que se sente perdido no seu mau ambiente familiar...
Ultimamente, a indisciplina de muitos alunos, a desvalorização total da escola têm-me feito desanimar um pouco. Por isso, esperava ter uma equipa ministerial que me apoiasse, me encorajasse, me ajudasse de todas as formas possíveis para ultrapassar os problemas que assolam a escola.
Contudo, surpresa das surpresas, não só não nos apoiam como nos culpabilizam por todos os males do sistema, nos obrigam a “normalizar” a docência, a uniformizar processos de trabalho. Querem-nos “funcionarizar”, como se o acto de educar fosse um processo produtivo de uma indústria qualquer.
Desta forma, estão a tirar-me o essencial do meu ser docente: a paixão.
Posso dominar toda a técnica, dominar todas as pedagogias, passar a trabalhar 50 horas, mas se me tiram a paixão de ensinar... deixarei de ser professor.

Este é o grande "crime" que esta Ministra e este Governo estão a cometer para com a sociedade portuguesa: retirar aos professores a paixão de ensinar.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Mais de 1000 professores dizem BASTA



Mais de 1000 professores estiveram hoje reunidos em plenário no Porto, numa iniciativa promovida pelo SPN.

Foi votada um moção que reivindica novas políticas educativas, nomeadamente a revisão do processo de avaliação que é inoportuno no tempo e nos procedimentos a realizar. Contesta-se a necessidade de uma prova para ingresso na carreira, bem como a nova gestão de escolas cujo projecto de lei é um retrocesso na democracia.


Acima de tudo, estes professores quiseram expressar a indignação com que têm sido tratados pelo Ministério da Educação nos últimos anos. Hoje, foi tempo de dizer Basta. Preparam-se, entretanto, grandes manifestações caso o Ministério persista em continuar uma ofensiva contra os professores.

Não cales a tua voz. Não deixes que o medo instalado nas escolas calem a tua indignação. Passa para a opinião pública o sentimento que se vive no interior das escolas. Não podemos deixar que a Ministra da Educação continue a mentir diáriamente aos portugueses.

É tempo de dizer Basta.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Uma Lição de Vida!

Um exemplo extraordinário de perseverança, de coragem. Para o Tony os obstáculos são, simplesmente, desafios!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ministério da Educação cria instabilidade nas escolas



BASTA!

É tempo de manifestarmos a nossa indignação contra o autoritarismo do Ministério da Educação.
Para onde vai a dignidade dos professores?
Uma avaliação de desempenho com prazos que mais parecem ultimatos é brincar ao "faz de conta". Porque razão o Ministério coloca em dicussão pública o novo regime da direcção e gestão das escolas em simultâneo com a implementação da avaliação do desempenho docente e a nova organização do ensino especial? A resposta é clara: porque não quer a opinião a participação dos professores.
Por que é que a Sra Ministra desvaloriza constantemente os Sindicatos? Não são eles constituídos por professores? Não são eles os nossos legítimos representantes? Simplesmente porque acha que os professores são dispensáveis para uma boa política educativa.
Basta de mentira! A Sra Ministra afirma à Comunicação Social que as escolas estão realizar com normalidade as medidas que a sua veia legalista impõe. Mentira! Verifique-se o que se deixou de fazer para tentar dar resposta às sucessivas leis que a Sra Ministra faz publicar. Verifique-se a instabilidade que muitas destas medidas trouxeram ao trabalho dos Conselhos Executivos e dos Professores. Normalidade? Só se for no Gabinete da Sra Ministra!!
Basta. Mostra a tua indignação. Dignifiquemos a nossa profissão.
Quem cala consente. Manifesta-te. Na escola, nas ruas, na comunicação Social. Partilha o que se passa na tua escola, com a tua profissão.
Quando mais necessitavamos de alguém que nos apoiásse, dado os inúmeros problemas de indisciplina e outros que se verificam afectam as escolas, é quando temos um Ministério a fazer dos professores os "bodes espiatórios" dos problemas do ensino em Portugal.
BASTA!