Pátios e degraus
Este blog pretende ser um espaço de encontro, um lugar de partilha... para que, em conjunto, sejamos capazes de subir os vários degraus que a vida profissional e pessoal nos vai colocando pela frente.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A Educação Proibída - Legendas PT
Este magnífico documentário pode ajudar-nos a subir alguns degraus!
Não deixes de vê-lo, refletir e ... AGIR! Temos de libertar a educação!!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Mudança: velocidade v/s direcção
"Mude, mas comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade...."
Edson Marques
Em cada início de ano lectivo, reforçamos a nossa esperança numa escola onde desejamos ser felizes a ensinar e aprender. Mas talvez baste um dia para darmos conta que, afinal, pouco mudou desde o último dia de aulas do ano lectivo transacto.Quem não gostava que as mudanças fossem mais rápidas, sobretudo quando são tão urgentes?!Contudo, temos de ter consciência de que a mudança em educação é lenta, muito lenta. O professor José Pacheco, mentor do Projecto "Fazer a Ponte" - Escola da Ponte, dizia há dias que são necessários várias décadas para que um projecto educativo se concretize, para que a mudança aconteça plenamente.A Escola da Ponte é um projecto com 30 anos e em (des)construção!!Trabalhemos com o vigor de quem realmente quer e vai mudar a escola, mas com a serenidade de quem sabe que a mudança é lenta e necessita de ser constantemente reflectida.Um bom ano lectivo para todos.
domingo, 23 de março de 2008
Menina dos Olhos D'Água
Menina é um sonho
que a liberdade criativa, o desejo maternal
faz brotar em cada primavera.
quarta-feira, 19 de março de 2008
A urgência de verdadeiras comunidades educativas!

Tenho um grande amigo que costuma dizer que "há por aí muitos doutores que não fizeram a 4ª classe"! Até podem ser excelentes especialistas em alguma área, mas no que concerne a civismo e humanidade, estão ao nível do 1º Ciclo.
Então, pergunto: o que entendemos nós por exigência? O que se deve exigir aos alunos/cidadãos de hoje?
Era bom que chegássemos a um consenso quanto ao essencial do curriculum a trabalhar com os alunos, pois as perspectivas são díspares.
Depois, devemos discutir qual a organização escolar e os meios necessários (materiais e humanos) para desenvolver esse curriculum.
Não tenho dúvidas de que há muito a alterar nas escolas, mas também não vejo que seja a " imparável veia legisladora" de uma equipa ministerial que vai alterar a situação de um momento para o outro, como se quer fazer crer.
Muitas medidas economicistas que se têm tomado não são promotoras de boas soluções para os problemas actuais. Dou o exemplo dos Agrupamentos e "Mega-agrupamentos". Não são definitivamente uma boa medida. É necessário investir seriamente na educação. Precisamos de redefinir os ciclos de ensino e adequar a organização das escolas a essa realidade.
Mais do que nunca, é necessário humanizar a escola. Isto só se consegue com comunidades educativas pequenas, onde possa haver proximidade e afecto entre todos os elementos que a constituem.
Os actuais alunos portugueses não são menos capacitados do que os seus congéneres europeus, nem os actuais professores são menos competentes!
Possibilite-se uma verdadeira autonomia (livre da estrutura taylorista que ainda caracteriza as actuais escolas) e veremos o profissionalismo dos professores e as competências dos alunos portugueses.
sexta-feira, 7 de março de 2008
E depois do dia 8 ?

Certamente que o dia 8 de Março será um marco na história da educação em Portugal: a maior manifestação de sempre de professores. Mas será que bastará esta Marcha da Indignação para restaurar a democracia e a justiça no ensino?
Se tivermos de continuar a luta, que acções devem ser tomadas?
Partilha as tuas sugestões, comentando este post.
Desde já deixo uma:
caso a ministra insista em avaliar de imediato os professores contratados, todos nós devemos exigir ser também avaliados em simultâneo. Pertenço ao quadro de uma escola e considero injusto que os contratados sejam as cobaias desta avaliação.
Injusto porque :
- o que está em causa, entre outros motivo, é o facto de o calendário para a construção participada e séria dos instrumentos necessários à operacionalização do processo ser curto e inoportuno. Ora, se aprovarmos esses documentos em tal condições, então, devemos sujeitar-nos todos às suas consequências.
- muitos dos colegas contratados têm tantos ou mais anos de serviço do que eu, tendo sido vítimas do sistema que se aproveita deles e não lhes dá a estabilidade que mereciam. Devemos ser solidários com eles em mais esta injustiça.
- o processo tem sido, e muito bem, arrastado por todos nós na tentativa de não ser realizado este ano lectivo e, entretanto, ser revisto. Ora, não é justo que agora tenham, só eles, de ser avaliados nestas incompreensíveis condições.
Se todos exigirmos ser avaliados, certamente que os avaliadores, com quem estamos solidários, não terão condições para o fazer. Então a Sra Ministra verá os efeitos negativos desta avaliação no funcionamento das escolas.
Se tivermos de continuar a luta, que acções devem ser tomadas?
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Desde já deixo uma:
caso a ministra insista em avaliar de imediato os professores contratados, todos nós devemos exigir ser também avaliados em simultâneo. Pertenço ao quadro de uma escola e considero injusto que os contratados sejam as cobaias desta avaliação.
Injusto porque :
- o que está em causa, entre outros motivo, é o facto de o calendário para a construção participada e séria dos instrumentos necessários à operacionalização do processo ser curto e inoportuno. Ora, se aprovarmos esses documentos em tal condições, então, devemos sujeitar-nos todos às suas consequências.
- muitos dos colegas contratados têm tantos ou mais anos de serviço do que eu, tendo sido vítimas do sistema que se aproveita deles e não lhes dá a estabilidade que mereciam. Devemos ser solidários com eles em mais esta injustiça.
- o processo tem sido, e muito bem, arrastado por todos nós na tentativa de não ser realizado este ano lectivo e, entretanto, ser revisto. Ora, não é justo que agora tenham, só eles, de ser avaliados nestas incompreensíveis condições.
Se todos exigirmos ser avaliados, certamente que os avaliadores, com quem estamos solidários, não terão condições para o fazer. Então a Sra Ministra verá os efeitos negativos desta avaliação no funcionamento das escolas.
terça-feira, 4 de março de 2008
Reinventar a Escola
Alvin Toffler comenta o Sistema de Educação actual.
Vale a pena ver e escutar!
Vale a pena ver e escutar!
Podem também ver outra sua entrevista:
http://videos.sapo.pt/S6GNyJZ2q6PU6BaUY0jK
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Paixão de ensinar!

Foto: Público
Foi a paixão que me levou a ser professor. Paixão por poder ajudar crianças e jovens a crescer com espírito crítico, com sentido de cidadania, responsabilidade e solidariedade. Sempre dei muito mais à escola do que me era exigido. Quantas vezes a família fica para segundo plano porque tenho trabalhos para corrigir, aulas para preparar, pesquisas para efectuar, livros para ler, projectos para desenvolver, tecnologias para dominar...! Quantas vezes me deito a pensar como resolver o problema do "Pedro"que se revela indisciplinado, sem motivação para aprender, que se sente perdido no seu mau ambiente familiar...
Ultimamente, a indisciplina de muitos alunos, a desvalorização total da escola têm-me feito desanimar um pouco. Por isso, esperava ter uma equipa ministerial que me apoiasse, me encorajasse, me ajudasse de todas as formas possíveis para ultrapassar os problemas que assolam a escola.
Contudo, surpresa das surpresas, não só não nos apoiam como nos culpabilizam por todos os males do sistema, nos obrigam a “normalizar” a docência, a uniformizar processos de trabalho. Querem-nos “funcionarizar”, como se o acto de educar fosse um processo produtivo de uma indústria qualquer.
Desta forma, estão a tirar-me o essencial do meu ser docente: a paixão.
Desta forma, estão a tirar-me o essencial do meu ser docente: a paixão.
Posso dominar toda a técnica, dominar todas as pedagogias, passar a trabalhar 50 horas, mas se me tiram a paixão de ensinar... deixarei de ser professor.
Este é o grande "crime" que esta Ministra e este Governo estão a cometer para com a sociedade portuguesa: retirar aos professores a paixão de ensinar.
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